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'Desdolarização da economia mundial': o que esperar do novo mandato de Dilma no Banco do BRICS?

1 de abril de 2025

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imagem:  Sputnik / Kristina Kormilitsyna

texto: Davi Carlos Acálio

Dilma Rousseff foi reconduzida para um novo mandato à frente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês) no domingo (23). Para analistas, lastro diplomático construído por ela durante os seis anos em que foi presidente do Brasil e bom desempenho enquanto presidente do NDB foram trunfos para a reeleição unânime.
A ex-chefe do Executivo brasileiro foi indicada para seguir no cargo pelo presidente russo, Vladimir Putin. A Rússia é quem tinha o poder de indicar um nome para assumir o Banco do BRICS no próximo ciclo.
À frente da instituição desde 2023, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva designá-la para o lugar de Marcos Troyjo, indicado pelo governo de Jair Bolsonaro, Dilma assume um novo mandato de cinco anos.
Os motivos que levaram à recondução dela para presidir o NDB são diversos, segundo analistas ouvidos pela Sputnik Brasil, mas sempre levando em consideração a qualidade do trabalho apresentado à frente do banco.
Para Henrique Domingues, chefe adjunto do Fórum Internacional dos Municípios BRICS, Dilma foi novamente escolhida por não ter tido um mandato completo à frente do banco e, também, pelo trabalho realizado enquanto presidente da instituição.
 

 

"Esse novo volume de aportes de crédito para projetos de infraestrutura, essa liquidez que a presidente Dilma gerou também é um dos motivos que a reconduziu para o comando do Banco do BRICS", avalia.

 


 

Além dos ensejos apontados, as sanções impostas à Rússia também influenciaram na escolha, conforme os especialistas.
"Seria bem mais difícil um político russo conseguir viajar para outros países, se articular politicamente (presencialmente) com outras autoridades e, até mesmo, utilizar serviços bancários/financeiros em nome do banco estando sob sanção", explica Augusto Rinaldi, professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
 
Apesar do gesto procedimental, o professor considera a indicação de Dilma como um "gesto político importante da Rússia para o Brasil", sinalizando certa confluência de interesses entre os dois países.
 

O que esperar dos próximos 5 anos de Dilma à frente do NDB?

A indicação de Dilma por Putin já havia sido sinalizada no final do ano passado. Durante 2024, a presidente do Banco do BRICS esteve no Fórum Internacional Econômico de São Petersburgo e também na Cúpula do BRICS, em Kazan. Em ambas as oportunidades, o tema sobre desdolarização da economia mundial esteve em pauta.
Segundo Domingues, que esteve presente no evento em São Petersburgo, o presidente "Putin, desde o ano passado, tem se demonstrado bastante satisfeito com a condução da presidente Dilma".
Elogiada pelos membros do grupo por fornecer novas linhas de crédito e ampliar o financiamento de projetos de desenvolvimento nos países que são membros do grupo, Dilma, na opinião do chefe adjunto do Fórum Internacional dos Municípios BRICS, deve estender o debate sobre desdolarização.
 

 

"Acredito que os próximos cinco anos da presidente Dilma à frente do novo Banco de Desenvolvimento também vão ser bastante marcados por essa temática, que é a desdolarização da economia mundial. No primeiro momento, a partir da utilização, da criação de mecanismos, como foi anunciada no ano passado, na cúpula da Rússia, a criação do sistema de pagamento dos países BRICS, popularmente conhecido como BRICS Pay. […] No momento mais avançado, da criação da própria moeda dos países BRICS, porque, apesar da utilização das moedas locais, o dólar ainda influencia muito nas economias nacionais", afirma.

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