"Tanto é assim que, durante sua gestão, houve uma distribuição mais ou menos equilibrada de projetos aprovados entre os membros do BRICS, mesmo ela tendo sido indicada pelo Brasil. O ponto é que ela precisará negociar com os envolvidos e, acima de tudo, atender à missão do banco", pontuou.
Já Domingues, por sua vez, salienta que, no que diz respeito ao Brasil, a influência brasileira no BRICS "depende única e exclusivamente da vontade do governo brasileiro de se fazer influente" no grupo, apontando para uma ausência do país dentro do próprio grupo.
"A própria relação que o Brasil está tendo com a cúpula do BRICS sendo presidente é uma relação de não prioridade. Quando o Brasil decide apertar toda a agenda do BRICS nos primeiros seis meses do ano, numa clara movimentação, no sentido de priorizar a realização da COP, o Brasil demonstra que não tem muito interesse ou não está dando a devida prioridade para o desenvolvimento da agenda do BRICS", reflete.
Sobre Dilma, essencialmente, ele acredita que não haverá influência, já que a presidente do banco conduz o Banco do BRICS de forma a atrair mais parceiros.
A integração dos novos parceiros, inclusive, também está na ordem do dia para o futuro da instituição.
"Há espaço para a expansão", diz o professor da PUC-SP. Entretanto, "no último relatório divulgado pelo banco não há sinalização clara a respeito de quem poderá entrar e sob quais condições". Apesar disso, economias emergentes como Vietnã, Nigéria e Malásia, destacadas por Rinaldi como exemplos que acendem no
cenário internacional, teriam condições de fazer parte do banco.
publicação original:
https://noticiabrasil.net.br/20250324/desdolarizacao-da-economia-mundial-o-que-esperar-do-novo-mandato-de-dilma-no-banco-do-brics-38945454.html